IX Concurso Literário “Cidade de Maringá”

             Temas: Humildade e Orgulho

Modalidade: Poema Livre

1º Lugar: César Augusto Ribas Sovinski – Curitiba – PR

SACOLA DA VIAGEM

As digitais da humildade

nos preparativos da viagem.

Folha de papel? Pra quê?

Basta uma tira de minuta

para o recado final.

Mala da viagem? Pra quê?

A bagagem é pouca

– estamos de passagem-,

simples como ela mesma,

basta uma sacola de plástico

para o singelo vestido.

Flores? Pra quê?

Basta um tule branco por sobre o corpo,

entre os dedos o terço da fé ganho do filho

– desejo consignado num outro pedacinho de papel.

Sapatos? Pra quê?

Se andar descalça é a delícia inefável da criança,

e no suave caminho de agora em diante

os pés não correm mais perigo.

2º Lugar: Rosana Dalle Leme Celidônio – Pindamonhangaba – SP

O ENDEREÇO

Um dia, do meu castelo dourado,

eu todo orgulhoso! Bem trajado e pomposo,

avistei a HUMILDADE (um tanto ao longe),

mais precisamente do outro lado do fosso.

E resolvi indagá-la : – HUMILDADE, onde moras?

E ela sem eira nem beira, com aquela cara de sonsa,

antes de sumir na poeira,

olhou de um lado para o outro, subiu e desceu os ombros…

Indignado, procurei a informação…

Onde mora a HUMILDADE? (perguntei ao ancião)

Ela mora… no espaço de tempo que você demora

para dobrar seus joelhos e colocá-los no chão.

Inconformado, perguntei num botequim:

Onde mora a HUMILDADE? (Ao bêbado que estava ali)

Ela mora… no espaço de tempo que você demora

para reconhecer sua fraqueza e pedir ajuda a um irmão.

Respostas todas em vão!

Onde mora a HUMILDADE? (Perguntei ao sábio, então)

Ela mora… no espaço de tempo que você demora

para entender que nada sabe e aprender a lição.

Mas isso é uma insensatez!

No topo da minha altivez, eu que hei de esclarecer

o que ninguém quis responder:

 – Onde mora a HUMILDADE?

…Um longo silêncio se fez…

E no âmago pude ouvir (ela- naquela humildade!) entoar qual serafim:

– Eu moro dentro de ti.

No espaço de tempo que você demora,

Para fazer uso… de mim…

3º Lugar: Adelgício Ribeiro de Paula  –  Franco da Rocha – SP

A água e o rochedo

Água cristalina

Que carinhosamente o rochedo alisa,

Quanta humildade, ternura e beleza,

Porém não cogita a bruta rocha

Que aquela água cristalina, quando desliza,

Continuamente leva com ela

Pequenos fragmentos seus,

Mas ao mesmo tempo o rochedo sorve para si

Gotículas da água pelos seus poros.

De tal forma que,

Não tem perdas o rochedo,

Mas ganha, aos poucos, formosura.

Nem tão pouco a água se torna estagnada,

Ao invés disso, encontra seu curso natural

No meio da mata.

É assim na natureza,

Nas relações sem medo,

Cada um com seu segredo,

Vai levando um pouco do outro,

Sem que se desgastem,

Sem que se represem,

Mas fluindo e embelezando-se,

Na medida em que se entregam.

Assim, na humildade do seu leito,

A água fica mais pura,

E o rochedo bruto,

Mais belo na sua lisura!

Modalidade: Soneto

1º Lugar: Pedro OrnelasSão Paulo – SP

NA PALESTINA

Ao pó da estrada exposto e ao sol crestante

da velha Palestina, em tempo antigo,

nunca faltava alguém que desse abrigo,

ao longo da jornada, ao caminhante.

E além da provisão que era abundante

-pão, frutas, leite, vinho, azeite e trigo –

um serviçal, do andejo, em gesto amigo,

lavava os pés, num banho refrescante.

Mas, certa vez, lavando os pés foi visto

de doze servos, por quem deu a vida

um grande Rei a quem chamavam Cristo,

Nunca entendeu, no entanto, a humanidade,

a plena essência da lição contida

naquele incrível gesto de humildade!

2º Lugar: Jerson Lima de BritoPorto Velho – RO   

ENCRUZILHADAS

O aprendizado é meta conhecida

De quem, travando luta corriqueira,

Enxerga na imodéstia a carcereira

Dos sonhos, alimentos desta vida.

Às vezes, é preciso que a fronteira

Entre verdades seja suprimida

E prevaleça aquela desprovida

De falhos fundamentos, traiçoeira.

O ser humano, sábio e renitente,

Persegue a perfeição e está ciente

De ser inatingível seu anelo.

Se à trilha falta alguma claridade,

Mudar o rumo é prova de humildade

E não de covardia, no duelo.

3º Lugar: Pedro OrnelasSão Paulo – SP

CONSELHOS

Bem cedo, da relva pisando no orvalho,

enxada nas costas, moringa na mão,

meu pai, pelo trilho, eu ainda pirralho,

na frente dos filhos puxava o cordão.

Chegava a colheita dobrava o trabalho!

Depois tinha festa na casa de chão.

“ A Luta é o caminho… Não busque um atalho”.

Meu pai, pelo exemplo, ensinou-me a lição.

“Cultiva a humildade!”, foi sempre o conselho,

Dizia e fazia, servindo de espelho,

Guiando seus filhos na trilha do bem.

Agora esse tempo bem longe já vai,

E aquelas lições que aprendi com meu pai,

Meu filho, eu espero que aprendas também!

Modalidade: Crônica

1º Lugar: Rogério Amaral de Vasconcellos – Piedade – RJ

TRISTE FIM DE UMA SARDINHA

Estamos no ano 1556 na nova era.

A era podia ser nova, mas as cabeças eram velhas.

Sendo a humildade, um artigo escasso, os conquistadores faziam o mesmo papel de sempre: chegar, tomar e catequizar.

Pelo menos foi o que pensou o bispo Pedro Fernando Sardinha, o primeiro do Brasil. Seria somente mais um trabalho, a serviço de Deus, a serviço da Igreja,  digo, a serviço de religião qualquer que servia ao deus do interesse, eleito pela maioria, mesmo que nem houvesse ou fosse tão incipiente a democracia naquela época.

Humildade mais comum estava em aceitar que os ímpios deviam se jogar no chão e idolatrar os conquistadores, pois a verdade estava com eles.

Mal sabia a sardinha que naquele rio infestado de piranhas e mar por tubarões, jacarés e iaras nadavam de costas.

Pois é.

Mesmo sendo intolerante à carne, com um estômago fraco, Sardinha, sempre frugal em suas refeições, tinha o fator genético e a palidez certa para se mostrar um bem fornido chouriço. O menear da bunda farta, sob a batina, ajudou os nativos a associarem o invasor, sempre cercado de homens blindados, com lanças, escudos, arcabuzes e espadas, como um alimento pastando tranquilamente no piquete.

Sim. Eles viram na sardinha a presa, uma forma de churrasco coletivo que aldeia, através de seus estômagos, aspiraria degustar e, por associação, tornar-se tão resiliente aos perigos lançados nas costas das terras deles pelo refluxo das marés.

A sardinha, o salmão brasileiro, se foi.  Nem deu congestão.  Abundante em ômega-3, conformou os curumins, aprendizes de antropófagos.

Pelo menos essa foi a versão terrível contada pelos brancos (tirando o ômega-3),  servindo de pretexto para o ataque aos índios caetés, em época na qual a palavra pretexto tinha contexto hermético.  Mas havia outra mais em voga e popular: chacina. E mais uma …

Intolerância.

E onde fica a humildade nisso?  Em reconhecer nossa limitação.

2º Lugar: Amélia Marcionila Raposo da Luz – Pirapetinga – MG

GUARDASSOLI

Dona Zizinha mandar Ataliba, moleque de quintal, ir à venda no arraial buscar quitandas. Encomendara várias coisas e deu-lhe alguns trocados a mais e um velho e desbotado guarda-sol porque ameaçava chuva forte. Ataliba, chapéu de palha, camisa de zuarte xadrez, calça de brim barato, remendada, herdada do irmão mais velho, arrumou-se assim vestido em “gala” e montou a égua chamada Baiana saindo em disparada. No meio do caminho parou no pomar vizinho do João do Zeca e esqueceu-se da vida saboreando frutas diversas. De nada adiantou o pedido da patroa para que ele voltasse cedo porque o tempo estava zangado.

Demorou, demorou escutando as prosas nas portas das vendas do Joaquim Candinho, do Antônio Bifano, do português Porfírio Fernandes e da padaria do Miguel Marino. A tarde caiu, a noitinha chegou e ele só apreciando as coisas diferentes do arraial nem percebeu que a chuvarada chegava violenta, derrubando árvores, levando os telhados.

Desceu o temporal! Horas e horas depois chegou no sítio do Valão da Caçada ensopado e tremendo de frio, todo apressado com as quitandas encharcadas dentro do bornal de algodão branco, bordado com linha Corrente colorida, tendo uma ilustração de ramos de trigo maduro e a palavra PÃO em ponto cheio. Roscas e pães enormes, inchados dentro do saco alvejado. Tudo perdido!

Dona Zizinha muito brava perguntou, aflita, sem saber o que comer no café da noite:

– Ataliba, seu molequinho danado, por que você não abriu o guarda-chuva e num voltou mais cedo? ?? Essa sua mania de escutar assuntos nas portas tem que acabar!!!

  Ao que ele respondeu dentro da sua inocência:

– Uai, a “inhora” “ falô qui” era “guardassoli”!!!  “Si” a “ inhora” tivesse falado “qui” era guarda-chuva eu tinha “abrido”.  “Pru” causa “diss tô ansim”, todo “ moiado”.

      E o Ataliba, tão pobre e humilde foi para a beira do fogão à lenha para se esquentar ouvindo o sermão da Dona Zizinha que não parava de ralhar com ele, colocando batata-doce no braseiro para servir café.

       Êta vidinha dura, sô!!

3º Lugar: João Cássio – Londrina – PR   

A MÁSCARA

A máscara, meu senhor, pelo amor de Deus, a máscara, exclamou pela terceira vez, já exaltado, o motorista do ônibus metropolitano para o passageiro, um senhor de uns 70 anos, que entrara no veículo apenas com a boca protegida pelo tecido. Envergonhado diante da atenção repentina dos outros passageiros, que também se puseram a ajeitar as próprias máscaras, o senhor encobriu o nariz, pediu desculpas e apontou para as orelhas onde jazia um par de aparelhos auditivos. Não escuto direito, revelou.

Era um homem simples e elegante. Dos cabelos tingidos e cuidadosamente penteados para trás escapavam poucas raízes brancas. O paletó preto, a camisa listrada disposta dentro da calça, o cinto e o chapéu marrons, nada em seus trajes era novo, mas o conjunto demonstrava raro asseio. O ônibus já andava e pelas janelas desfilavam as fachadas multicoloridas da cidade grande, os muros pichados de garranchos, os jovens em curtos trajes, as ruas esburacadas, os carros enfiando-se nos menores espaços de forma a abreviar-lhes o destino.

O senhor olhava inquieto para os passageiros vizinhos e, estabelecido o primeiro contato visual, começou a narração.  Na sua época, as senhoras eram mais elegantes, os carros diferenciados, as ruas mais limpas, as tardes mais longas, as canções mais belas…  Professor aposentado de Filosofia. Casara e fora muito feliz: “ela iluminava os meus dias”, sorria. Não tiveram filhos, apenas cães aos quais, por diversão, davam nomes de gente. Fomos muito felizes, repetia. Os tempos eram outros: as pessoas olhavam-se nos olhos, tinham cultura, educação, ah como eram bons aqueles tempos!

A esposa falecera há 6 meses. Restara-lhe apenas o cão, Oswaldo, muito debilitado pela idade. O veterinário revelara que o bicho sentia muitas dores, pedira que considerasse o sacrifício. A princípio, abominara a ideia – onde já se viu matar? Hoje reconsidera: se o velho cão sofre porque não antecipar-lhe o alívio? O mundo mudara terrivelmente, não tem a mesma graça, nem café tem mais gosto de café. Por que não?

Da inquietação à melancolia, o olhar distante de quem busca na noite da mente palavras que lhe formatassem o espírito. “Só nos resta a humildade. Humildade perante a vida, o humildade perante o tempo, humildade perante a morte. As coisas começam. Crescem e logo terminam”, disse finalmente. “Talvez seja melhor antecipar o alívio”. O nariz estava novamente fora da máscara. O ônibus lotado avançava.

Modalidade: TROVA L/F – Tema: maquiagem

Resultado em ordem alfabética

a-   Novos Trovadores

Deise Machado   –  Ponta Grossa – PR 

O caminho que conduz,

todos nós à eternidade

é guiado pela luz

dos que vivem na humildade.

Fernando Antônio Belino    –  Sete Lagoas – MG   

A cena do lava-pés

à humildade dá sentido:

um rei que serve, ao invés,

de ser por todos servido.

Marina Caraline de Almeida Carvalhal  – Itaperuna – RJ    

Você já se imunizou

contra o orgulho e a presunção?

A vacina já chegou:

– É a humildade, meu irmão!

b- Veteranos

 Edmar Japiassú Maia  –  Miguel Pereira – RJ    

Sou humilde, mas um forte

no alcance às metas que traço…

O impulso quem dá é a sorte:

o resto sou eu que faço!

Francisco Gabriel – Natal- RN    

O luxo da nau se rende

quando, no mar, perde a proa,

e a sua sorte depende

da humildade da canoa.

Jerson Lima de Brito – Porto Velho – RO   

Quem segue a luz da humildade,

aprende sempre e assegura:

esta vida é faculdade

que não chega à formatura!

 Márcia Jaber – Juiz de Fora – MG   

 Pura humildade há nos gestos

de quem, dentre a luta e a dor,

vive de sobras e restos

sem perder a luz do amor.

Maria Lúcia Daloce – Bandeirantes – PR   

Humildade não tem norma,

vai além dos horizontes…

É crer no bem que transforma

as mãos humanas…em pontes!

Roberto TchepelentykySão Paulo – SP  

Em cada dia, a humildade

nos ensina uma lição…

É um degrau da humanidade

na escala da evolução!…

Sérgio Fonseca – Mesquita – RJ  

Humildade é ter capricho

de rio quase sem voz

que, afogado em tanto lixo

passa cantando por nós…

Modalidade: Trova Humorística

Tema: Orgulho

Ordem alfabética

a-   Novos Trovadores

Fernando Antônio Belino – Sete Lagoas – MG  

Tenho orgulho, sim senhor,

desta pança avantajada!

É longo caso de amor

com cerveja e feijoada!

Fernando Antônio Belino – Sete Lagoas – MG  

Meu bem, deixa desse orgulho,

bota um sorriso no rosto.

Vamos nos casar em julho,

para, enfim, entrar agosto.

José Maria Luz e Silva  –  Maceió – AL

Sai com orgulho o farrista

ficando em casa quem ama

que assim que ele sai de vista,

coloca outro em sua cama…

b-Veteranos

  Abílio Kac  –  Rio de Janeiro – RJ

A esmeralda, tão charmosa,

pelo orgulho de seu nome,

escreve “Pedra Preciosa”

no lugar do sobrenome.

Arlindo Tadeu Hagen  – Juiz de Fora – MG   

Caiu… de “orgulho” no chão

e o pior foi ter ficado,

na frente da multidão,

com o orgulho enlameado!…

Dulcídio de Barros Moreira Sobrinho  – Juiz de Fora

Um orgulho me consola,

diz vovô e se emociona:

– saber que a velha pistola,

  quando preciso, funciona!

 José Ouverney  –  Pindamonhangaba – SP 

Sou “virgem” e não me orgulho:

e vou lhe explicar, colega:

é que eu não pego “bagulho”

e o “filé” nunca me pega!

 Márcia Jaber  –  Juiz de Fora – MG   

Com muito orgulho, a gordinha,

diz, ao medir a cintura,

não estar fora da linha,

o que sobra é gostosura.

Paulo Roberto de Oliveira Caruso – Niterói – RJ  

Por ser trovadora e médica,

tem orgulho acalentado;

montou clínica ortopédica

às trovas de pé quebrado!

Renata Paccola  –  São Paulo – SP

Orgulhoso, vence apostas,

pois sabe quem vai jogar,

e se dá bem nas respostas:

– Como vai? – Nem bem Neymar!

IV – Concurso Literário “Maria Mariá”

Temas: Maquiagem & Batom

Modalidade: Poema Livre

1º Lugar: Maria Cristina BonaféSão Paulo SP

CORES  NOS OLHOS

Na face escrevo o que queria ser

A ficção mais linda,

o inventar do sonho no conto que finda

no rubro sorriso do bem-querer.

Na pálpebra, um traço preto escreve um texto,

um sorriso de delineador no rosto pálido.

Mas surge a vida de olhos abertos

a brotar uma secreta lágrima.

A gota extravasa, pinga sobre a saia…

Na pauta verídica, de utopia despida,

o traço preto derrete, escorre.

Exibe a emoção aflita

no roteiro sem argumento

impresso no borrão desconexo

Mas vem o removedor que limpa

para escrever novo roteiro.

O olhar nu segue

a redigir a garra da vida.

Novo texto na face, com cores sortidas

para começar nova história.

Era uma vez uma menina…

na mulher que a olha.

2º Lugar: Maurício Cavalheiro – Pindamonhangaba – SP

BASTIDORES

O espelho está cansado

de contar as minhas rugas

de abandono, de saudade

e de velhice.

Os sulcos verticais

que descem dos meus olhos

são leitos lacrimais extintos.

Às vezes necessito ir embora,

mas desisto:

o espelho me convence

a mais uma maquiagem.

E assim eu vivo

restaurando a minha face

sem ainda encontrar uma maneira

de cerzir a minha alma.

E assim eu morro

mergulhada em meus segredos…

Ninguém precisa

saber meus silêncios.

3º Lugar: Lília Maria Machado Souza – Curitiba – PR

APRENDIZ

De seus seis anos

observa a mãe se arrumar.

Sombra e rímel

lápis e blush.

Com brilho nos olhos

aguarda: o batom.

Cada dia uma cor.

Sorri deslumbrada.

-Mamãe, você está linda!

– Estou, amor?

– Está mais linda, mamãe!

Mamãe tem que ir.

Troca abraços e carinhos

com a ridente pequena.

Dá-lhe um beijo vermelho

na ponta do nariz.

A menina corre ao espelho.

Olha-se demoradamente.

Sorrindo, sonha…

Um dia será moça.

Usará maquiagem.

Já sabe cada passo.

Será tão linda

quanto a mamãe.

E terá uma filhinha

que a observará

 e lhe dirá entre sorrisos:

Mamãe, você está linda!

Modalidade: TROVA L/F – Tema: maquiagem

Resultado em ordem alfabética

  1. Novos trovadores

Carla Alves da Silva  –  Curitiba-PR  

Tire toda a maquiagem

exponha cada ferida,

pois ser feliz é coragem

de sentir na pele a vida.

Fernando Antônio Belino  –  Sete Lagoas, MG

Enganosa a minha imagem,

sorriso pronto no rosto!

Tudo apenas maquiagem

disfarçando o meu desgosto.

Paulo Cezar Tórtora  –  Rio de Janeiro – RJ

O palhaço encena a farsa

e o povaréu se diverte.

… E a maquiagem disfarça

o pranto que, triste, verte.

  •  Veteranos

Antonio de Oliveira   –  Rio Claro – SP

 Negar biomas queimados 

a qual razão que se presta? 

a maquiagem dos dados 

não ressuscita a floresta! 

Francisco Gabriel  –  Natal-RN      

No meu castelo imperfeito,

tento esconder meu desgosto,

cobrindo a dor do meu peito

com a maquiagem do rosto.

João Paulo Ouverney  – Pindamonhangaba – SP 

Grifes… preço alto… bobagem!

A verdade eterna, infinda:

– Um sorriso é a maquiagem

que torna a mulher mais linda!

  Mara Melinni  –  Caicó-RN 

No espelho, a dor de uma imagem: 

meu disfarce a se perder… 

No choro que a maquiagem 

não foi capaz de esconder…! 

Maria Helena Oliveira Costa  – Ponta Grossa – PR 

Dar sempre cores à imagem,

fazer da beleza o centro…

É pena que a maquiagem

não nos melhore por dentro!

Paulo Roberto de Oliveira Caruso – Niterói – RJ        

Se o tempo faz sabotagem

que nós vemos amiúde,

não há melhor maquiagem

que retocar a saúde!

Sérgio  Fonseca  – Mesquita  –  RJ 

Por entre nuvens castanhas, 

o dia, se erguendo em prece, 

vai maquiando as montanhas 

com a luz do sol que amanhece. 

Modalidade: TROVA HUMORÍSTICA – Tema: Batom

Resultado em ordem alfabética

  1. Novos trovadores

Fernando Antônio Belino  – Sete Lagoas – MG

Velhos amantes já sabem,

sempre claro e de bom tom:

No amor secreto, não cabem

nem perfume nem batom.

Fernando Antônio Belino  – Sete Lagoas  

Acabou-se o que era bom,

mas sempre serás lembrada:

na camisa teu batom,

que não quer sair por nada.

Paulo Cezar Tórtora  – Rio de Janeiro – RJ

Pra mulher, sagrado invento, 

o batom é mais que sorte. 

Dependendo do momento, 

é caso de vida ou morte! 

  • Veteranos

Abilio Kac  –  Rio de Janeiro – RJ   

Batom na minha camisa?

É mancha verde, Verônica…

Pare de fazer pesquisa!

Esquecestes que és daltônica?

Antonio de Oliveira Rio Claro – SP

Foi pego em meio à soneca 

e o flagrante foi demais: 

não foi batom na cueca; 

foram trinta mil reais!!! 

Francisco Gabriel  – Natal-RN    

O casado, coitadinho, 

pra não ter batom por prova, 

engoliu o colarinho 

da sua camisa nova. 

João Paulo Ouverney  – Pindamonhangaba – SP 

À esposa eu dou (acho bom 

porque sei que me garante), 

a mesma cor do batom 

que dou para minha amante… 

Márcia Jaber   – Juiz de Fora- MG    

O batom no colarinho 

selou sentença fatal: 

na gaiola, o passarinho, 

de castigo até o Natal! 

Márcia Jaber   –  Juiz de Fora – MG    

O pai, há muito cismava 

que a filha estava a aprontar: 

usar o batom, usava, 

mas voltava sem usar… 

Sérgio  Fonseca  – Mesquita  –  RJ  

Tendo a marca dos impulsos 

de amores mais do que intensos 

batom de beijos avulsos 

transborda golas e lenços. 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s